sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


Cansei desse papo de amor e bla bla bla. Não existe essa coisa de ficar com alguém porque ama, ninguém ama ninguém a ponto de ser menos egoísta com os próprios desejos, ao menos, não conheço ninguém que poderia fazer isso além de mim. E chega de ser humilde, na realidade não conheço mesmo.
As pessoas dizem eu te amo e todas essas baboseiras e na hora de alguma desavença não estão nem aí pro amor que julgam sentir. Gente, ser bom quando tá tudo bem até a pior das pessoas consegue, vamos nos ligar que pra se ter um relacionamento tem que se ir muito além disso!
Chega dessa história de casar por amor, o negócio é casar com alguém que você se dê bem, que te trate com o respeito e a gentileza que você merece, com aquele brilho no olho que só ocorre quando a pessoa é realmente especial. Claro, se no meio disso tudo ainda existir amor, parabéns, você ganhou um prêmio maior que loteria.
Vamos dar um basta no choro porque “ela é o amor da minha vida” ou porque "eu gosto muito dele”... Goste mais de você, aprenda a tratar com privilégio quem te trata dessa forma também.
O correto é sempre ser uma pessoa boa com os outros, sempre tratar bem, mas comecei a achar que tratar da mesma forma pode ser uma forma da pessoa saber o que ela está fazendo, que ela pode começar a perceber e então melhorar.
Uma hora a mais paciente das pessoas se esgota de ficar levando indireta, grosseria e indiferença de graça. A partir de agora, vou viver a minha vida da melhor forma possível, e se ela ficar melhor sem esse tal “amor-ilusão” vai ser assim, posso muito bem ser feliz sozinha.  
  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


 "Meu agosto foi amargo e durou até outubro. Aí decidi: novembro ou nada." Gabito Nunes

quarta-feira, 23 de novembro de 2011


"Nada que vale a pena é fácil. Lembre-se disso."
Nicholas Sparks

terça-feira, 22 de novembro de 2011



Às vezes tenho vontade de te mostrar quanto de amor cabe no espaço entre meus braços, mas, no instante que passam amargas lembranças por mim, digo adeus aos dois. Prefiro não pensar em mais nada, do que pesar o que mais mexe comigo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

     Eu adoro tanto esse teu jeitinho sexy e engraçado, que as nossas desavenças não passam de respirações necessárias entre o sussurro e o riso intenso.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


"Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado".
Fernanda Mello

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave, bate-papos que me façam sorrir, algum nível de embriaguez e a sincronicidade: eu e você não acontecemos por uma relação causal, mas por uma relação de significado, que ainda estamos trabalhando".
Caio F. Abreu


quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça...ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Já passou o tempo que eu vivia com pouco, me acostumava com restos, vivia pela metade.
Chega uma época da vida que é necessário se pensar mais o que deseja ser: coadjuvante de uma vida sem emoções ou artista principal de um grande espetáculo.
É indispensável rever opiniões, desfazer, fazer e refazer conceitos. É necessário considerar mais a magia, mais a imaginação, dar valor aos sonhos ainda não realizados e se alegrar com os já conquistados.
É preciso se doar mais e ser menos egoísta. Esquecer pequenas desavenças, tolerar mais, compreender mais e esquecer o mais depressa possível.
A vontade íntima de ser feliz deve tomar conta do seu dia, da sua semana, da sua vida.
Queira estar bem, esse é o primeiro passo para a realização pessoal.
Respeite seus limites, se alguém exige que você se doe mais do que acha saudável, repense. Repense se SEUS sonhos cabem na sua relação e se ela realmente te faz feliz.
Não chore por perder alguém, tudo acontece da forma que deve acontecer. Se você se sente triste, por não saber como escrever o fim de algo que foi importante, tenha a esperança que milhares de coisas boas estão para acontecer, basta você ter a coragem necessária para tomar a atitude certa.


“Se existe alguém que pode machucar você, também existe alguém que pode curar suas feridas” 
Clarice Lispector

quinta-feira, 8 de setembro de 2011


"Eu ainda não sei controlar direito
a natureza exuberante e maravilhosa
que existe dentro de mim.
As árvores da minha bondade
ainda não dão frutos cem por cento doces.
O rio dos meus pensamentos,
ainda não despoluiu totalmente."

 Nando Cordel

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Você, de tempos em tempos, pensa ser o pior ser do mundo, julga suas ações como sendo realmente ruins, suas atitudes errôneas e seus pedidos tolos.
Você vê que precisa mudar, que precisa se adaptar, ou senão perderá a pessoa que tanto ama. Até aí tudo bem. Você muda, se adapta, tenta fazer de tudo para que a relação caminhe a 1000 maravilhas, mesmo tendo a certeza que nenhuma relação é perfeita.
Em outro dia, pede que a pessoa mude, baseada nas mesmas cobranças que ela lhe fizera. Ela concorda. Passam-se os dias, semanas, meses. Tudo igual.
Aos poucos, de pedaço em pedaço seu coração começa a ser esvaziado, mas quem liga?! Afinal, quando isso é trazido a tona, vira revanche infantil “eu também estou deixando de te amar aos poucos com essas suas atitudes”.
E mais um tempo depois, você começa perceber que aquela necessidade de ter tal pessoa ao seu lado vai se esvaindo, aquela vontade imensa de ser companheira para uma volta, ou para a festa entediante da tia-avó, passa.
Aí vem o lado contrário: só de imaginar não ter aquela pessoa ao lado, você já tem um aperto no peito, sua frio, passa mal.
Você vive sob o medo, sem refletir. Passa a tratar bem na esperança de que o amor vence tudo. Mas não há mais amor aí!
O amor se transformou em um sentimento que ninguém consegue explicar e, que até hoje liga pessoas internamente infelizes.
Refletindo é possível ver que aquela pessoa deixou de te amar a muito tempo (cego de amor!?). No momento que seu amor começou a morrer, ela estava lá, tratando você da forma a qual nenhuma pessoa que realmente ama trataria. Foram vários os sinais: a falta de diálogo, os muitos xingos, a falta de tolerância e compreensão para seus pequenos erros e falta de consideração pelos muitos momentos aos quais você esteve, ao lado dela, cuidando e amando.
Nada mais importa, toda briga é sua culpa, e todos os dias existem brigas. Você chora de dó, de raiva, de indignação, e a pessoa, tranqüila - ninguém se importa com quem não se ama mais.
Ainda sabendo que possui qualidades inúmeras, se porta como a pessoa mais perdedora do mundo, se entristece ao pensar em seus erros e como faz tudo errado. Fica importando-se para uma pessoa a qual você não tem o mesmo valor.
Você não gosta mais dela, sabe o que você sente? Uma dor enorme, por perder aquele sentimento que te fez mudar, que fez você deixar coisas para trás, que fez você AMAR, amar com todas as suas forças, com toda sua vontade e entusiasmo. Aceitar que errou na escolha, admitir que aquele “te amo pra sempre” não se concretizou, dói muito, dói de verdade, mas a culpa não é sua!
Por vezes você não foi a namorada ideal, teve TPM, crises nervosas e de ciúme, falou o que não devia, deixou a desejar. Todo mundo é assim, em alguma coisa, inclusive a pessoa pela qual você se apaixonou.
Viver com uma pessoa só pelo medo de não encontrar outra, pelo comodismo, não dá!
Se você acha que é passageiro, tenha paciência. Se isso já faz parte da sua vida há muito tempo, reflita internamente, faça o melhor para sua felicidade.

Texto baseado em “A despedida do amor” de Martha Medeiros

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A despedida do amor



Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo

Martha Medeiros

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sabe quando você acha uma música onde menos imagina? Essa foi assim...
Os Paralamas Do Sucesso
De Perto

Não quero estar
Neste lugar
E ver você partir
Eu quero te esperar
Aonde você quer ir

Te receber
Te acomodar
Te oferecer a mão
Poder cantar
Te acompanhar ao violão

Quero te ver de perto
Quero dizer que o nosso
Amor deu certo

Não sei viver
Só e sem sonhar
Sem fé, sem ter alguém

Faz tempo que eu te espero
Eu te quero bem
Sonho em fazer
Pro nosso amor
Uma bela canção
Que me traga
Paz sem culpa ao coração

***
"O que fazer quando estamos perdendo o que mais amamos? Alguns ficam paralisados, outros recuam. O que você faria? Reconquistaria quem mais ama? Lutaria pelos seus ideais? Romperia o cárcere do medo? Correria riscos ou ficaria na platéia esperando um milagre? Insisto em repetir: somos treinados para sermos espectadores, e não atores principais. Mas se reagirmos, a vida se tornará um espetáculo maravilhoso." Augusto Cury em "Seja líder de si mesmo"

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Por que a gente é assim?

Como eu fiz o blog para guardar as coisas que um dia vou querer reler, possivelmente, os autores favoritos serão repetidos. Ultimamente tenho lido muito Gabito Nunes, autor que atinge o patamar máximo de leitura: fazer com que o leitor se identifique com o texto. Quando passo algum texto dele para alguma amiga, sempre escuto "Nossa, parece que fui eu que escrevi... Ele disse exatamente o que estou pensando". É isso o que faz ele ser tão fantástico para mim.
Ele escreveu dois livros, um publicado "A Manhã Seguinte Sempre Chega" (estou louca para adquirir o meu) e outro digital, "O Tudo que Sobrou".
Lendo o texto dele de hoje, mais uma vez me surpreendi e, quero guardar nas "coisas a serem lembradas".

Por que a gente é assim?
Não sei se você faz isso só pra me irritar ou com intuito de ser convidada pela Ana Maria Braga pra falar sobre desrespeito e promiscuidade. E sei que o convencional seria você me dar uma satisfação sobre onde dormiu ontem e com quem, mas nunca pensei que fosse um dia capaz de dizer isso: não estou nem aí, contanto que você não pareça tão insossa nos próximos dias. Amarga ou azeda, seu gosto não tem sido muito bom.

Verdade, tem a questão do seu trabalho novo. A pressão dos sócios majoritários, os sem-número de relatórios pra ontem, sua colega responsável por cobrar os clientes que acaba fazendo disque-sexo com eles. Já sei da lenga-lenga de trás pra frente, mas, quer saber? O mundo inteiro se levanta cedo e nem todos esquecem o caminho de volta, e tampouco usam a rotina como álibi pra fugir de casa com um de seus superiores ou o rapazola do setor de cópias, o que vier primeiro.

Eu costumava rir na cara dos casais se apaixonavam, e apaixonados decidiam morar juntos. Como pode no fim dar certo um relacionamento que começa com noites insones e perdas de apetite? Aí mudei de ideia - fracos somos nós que nos entregamos a amores sem sal, e pra temperar as coisas terceirizamos o contato físico com amantes mais sem gosto ainda, embora dispostos e desesperados a nos dar tudo que a gente acha que precisa fazer, o que a gente acha que precisa sentir.

Hoje invejo os piegas. Pra ser honesto, preferiria ter andado apaixonado e fora de moda, que fashion e frustrado por aí, como agora. Eles parecem mesmo presos, mas presos por aquele tipo birrento e obstinado de nó, o nó invisível. São a maioria formada por últimos românticos, que secretamente lembram do outro com canções do Bryan Adams. Eles também brigam, batem portas e saem por aí. Mas voltam rindo da cara um do outro, se aninham e dizem coisas como "não consigo ficar braba contigo".

São do tipo que vivem no mundo da lua de mel, e nem dão pelota para as estatísticas de infidelidade, às incidências de "mal-me-quer", a filosofia líquida de Zygmunt Bauman. Ele não está com ela pela bunda grande e a cintura fina. Ela não o ama porque tem emprego fixo e o cabelo do Orlando Bloom. Eles se gostam e ponto. Não se juntam porque é tempo de gostar, porque encontraram quem tanto perseguiam, por insistência, estratégia, conveniência ou negociação. Eles sabem que a vida ata os laços só pra quem oferece os pulsos.

Eles sofrem de paixão, aquele empurrão violento inicial que os casais precisam pra ganhar fôlego e resistência quando as primeiras barreiras tentam impedi-los de se movimentar. E quando a energia provocada por essa trombada inaugural se esgota, e eles se veem num estágio semelhante a um fim, param e analisam o que restou.

Eles podem notar que têm algo muito estranho ou algo mais ou menos ou algo diferente, mas eles sempre têm algo. Nunca olham em volta e sentem o que existe como absolutamente nada, como eu e você. Eu queria ser chantageado pelo implacável amor verdadeiro, e ser obrigado a viver uma história de verdade.
Gabito Nunes
Avril Lavigne - What The Hell

sábado, 30 de julho de 2011


O que fazer quando a chuva por dentro parece não cessar?
O que fazer quando a nuvem das incertezas toma conta de todo um ser?
Como agir diante do que se tem medo e vontade ao mesmo tempo?
Todo mundo sabe que depois de muitas vírgulas se faz necessário um ponto.


quinta-feira, 21 de julho de 2011


Eu não acredito nessa ideia de que todo relacionamento tem que ter traição.
Essa coisa é uma desculpa de gente que foi traída e tenta se conformar que é assim com todo mundo.
Prefiro crer que isso varia conforme o relacionamento e situação do casal, se ambos se importam, se ambos se amam e se ambos se sentem felizes ao lado do outro.
Também acredito que quem trai, perde o medo, e tem mais facilidade em fazer isso novamente. Isso não significa que se uma pessoa traiu em uma relação vai tornar a trair, mas significa que eu não perdôo traição e ponto.
Isso até pode até soar meio antigo, mas algumas modernidades eu não quero viver mesmo, e esse tal de relacionamento aberto é uma delas.
Eu me dou o direito de ser fiel e leal, e se a pessoa qual eu almejo assim não for, ela passa a não ser mais desejada.
A simplicidade é o começo de tudo, ser franco na hora de dizer o que acha sobre cada assunto pode poupar do desgaste com saliva desnecessária. E se alguém acredita na história de que “comigo-ele-muda” ou “com-o-tempo-ela-aprende” esquece, isso só acontece com vilão de novela.
Parece radical a primeiro momento, mas se cada pessoa analisar que as pessoas só traem porque existem aquelas as quais as perdoam... Bom, cada um age conforme a situação, não quero julgar ninguém.
O que cabe a mim é acreditar que um casal pode ser feliz tendo apenas um ao outro e, é claro, fazer a minha parte para que isso aconteça.